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Não há dados científicos que provem aumento da temperatura média do planeta
Texto: Ana Clara
A ideia foi explicada esta semana pelo geólogo da Universidade do Minho, José Brilha, que considera que “ainda não há dados para dizer que há alterações climáticas permanentes que tenham como causa a acção humana”.
O cientista, que falava no final da conferência do geólogo sueco Nils- Axel Morner, que tem sido um dos principais defensores mundiais da tese de que não há provas bastantes para demonstrar que a terra enfrenta alterações climáticas permanentes.
O cientista sueco, que abriu o VIII Congresso Nacional de Geologia que se realizou em Braga, defendeu ainda que a tese do risco do aumento do nível do mar, que poria em perigo as zonas costeiras, também não está provada cientificamente.
O especialista desenvolveu a ideia com base nos estudos que realizou em diversas zonas costeiras do mundo, feitas “no terreno e não apenas em computador”.
José Brilha partilha da tese de Axel Morner: “como geólogo o que digo é que sempre houve alterações climáticas no planeta, em que o clima era mais quente ou mais frio, e as rochas e os fósseis mostram-nos isso”.
Acentuou que a maioria dos geólogos pensa que “não há dados suficientes, ainda, para se poder dizer que se esteja a registar um aumento da temperatura média do planeta, e que esse aumento seja originado pela actividade humana”.
Além disso defendeu que “são precisos muitos mais dados, e ao longo de muito tempo para se estabelecerem tendências”.
E acrescentou: “aquela polémica do climategate veio demonstrar que a ideia central passada nos media é um bocado alarmista, pois, quando vemos os dados com cuidado verificamos que não há suporte para afirmar aquele tipo de coisas”.
Para o investigador, «”ninguém sabe se o que está a acontecer são coisas naturais, pontuais ou se são tendências, pois não há dados científicos credíveis”.
José Brilha sublinha que os geólogos não dizem que tal não possa estar a suceder mas insiste: “faltam dados, para dizer, sem qualquer margem para dúvida, que é a poluição que está a causar este tipo de transformações”.
Apesar das reservas que manifesta à tese das alterações climáticas, José Brilha assinala que se deve “aproveitar o alarmismo à volta das alterações climáticas para convencer a sociedade em geral que temos de ter uma outra postura face ao planeta, de poupar recursos que são escassos, de tentar poluir menos e reduzir emissões”.
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