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Calor aumenta o risco de poluição por ozono
Texto: Ana Clara
Com o aumento das temperaturas torna-se muito provável a ocorrência de níveis elevados de poluição por ozono. A Quercus tem avisado mas os conselhos não têm chegado à população. A 5 de Julho, por exemplo, ocorreram 8 excedências ao limiar de informação ao público, 6 na região centro e 2 na região de Lisboa e Vale do Tejo, mas a informação não está a chegar às pessoas. Nos próximos dias, com a manutenção de temperaturas elevadas, é provável que ocorra a formação de níveis elevados de ozono pelo que é fundamental que o sistema de alerta à população funcione de forma efectiva.
Recorde-se que o ozono é um poluente secundário que se forma a partir de outros poluentes como os óxidos de azoto (emitidos pelos tráfego rodoviário e pela combustão na indústria) e os compostos orgânicos voláteis (emitidos pelo tráfego rodoviário e também por determinado tipo de espécies florestais). A formação de ozono é condicionada por forte radiação solar e elevadas temperaturas, pelo que as condições meteorológicas desta semana podem ser determinantes, associadas à emissão dos poluentes primários que conduzem à formação de ozono à superfície.
Os efeitos na saúde à exposição de curto prazo a elevadas concentrações de ozono passam por danos aos pulmões e inflamação das vias respiratórias, aumento da tosse e maior probabilidade de ataques de asma. São particularmente os grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias) que podem sofrer consequências mais graves. Quando se verificam elevadas concentrações as precauções passam por permanecer em casa ou noutros locais fechados e não fazer actividade física intensa.
A Quercus exige, por isso, articulação entre entidades regionais do Ministério do Ambiente, a protecção civil e a comunicação social – avisos que não estão a chegar aos cidadãos.
A população pode consultar os níveis de ozono medidos através da rede de monitorização de qualidade do ar no site do Ministério do Ambiente: www.qualar.org.
As concentrações mais elevadas verificam-se em geral da parte da tarde, na sequência da transformação dos poluentes emitidos durante a manhã e devido às reacções químicas que ocorrem devido à intensa radiação solar e temperatura.
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